segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Estratégia: uma arte ou técnica?


Segundo a história mesopotâmica, as grandes referências sobre o esplendor da Babilônia, suas conquistas e dominações, cuja influência definiu o seu jugo sobre povos vizinhos onde a exploração de riquezas e a escravidão de vencidos, consistiam na manutenção do seu poder e domínio. Como cidade inexpugnável, concentrava as forças dentro de suas muralhas as quais sempre mantinham a todos: mercados, exército e a população, protegidos dos constantes ataques dos seus inimigos.
Contudo, apesar de sua grandiosidade, o excesso de confiança sobre sua invencibilidade a expôs bastante devido a necessidade de tomar uma decisão de cunho estratégico diante de mais uma guerra que se aproximava. Isto consistiu em colocar seu exército em combate aberto com o inimigo, o que veio a culminar com sua queda. Por considerar pouco relevantes os fatores externos em relação ao exército inimigo no momento do combatente fora das muralhas, as implicações quanto a dificuldade de realizar suprimento às tropas, permitiu ao exército inimigo espaço de manobras que deflagraram o extermínio dos soldados babilônicos, deixando a cidade vulnerável e indefesa diante ao ataque do exército de Ciro (539 A.C.). Por julgarem-se invencíveis, os babilônios tinham a convicção de que eram detentores da arte de defenderem a cidade esplendor. Contudo, ao aventurarem-se no combate em campo aberto, não levaram em conta as técnicas que envolviam tal decisão. No mundo empresarial constantemente temos verdadeiros babilônicos. Verificam-se empreendimentos fracassarem em função da presunção de seus dirigentes por terem a convicção de que sua empresa está imune ao fracasso. Isso se deve ao fato de considerarem os aspectos incorporados ao “modus operandi” na tomada de decisões estratégicas, como se estas estivessem no estado da arte de administrar e decidir. Soma-se também o excesso de vaidade, ofuscando a capacidade de análise de ambientes e cenários, desprezando-se técnicas básicas de planejamento que permitam a manutenção do empreendimento, mesmo em momentos de grande hostilidade dos inimigos no mundo dos negócios, a competição predatória. Evidencia-se, portanto, que elaborar e decidir estratégias empresariais, antes de tudo, é uma técnica que, trabalhada de forma criteriosa e analítica pode até vir a ser uma arte quando despida da presunção e vaidade, em função da grandiosidade em que se esteja vivenciando. Tem-se, portanto, que a decisão estratégica implica em algumas ferramentas de planejamento estratégico: o Análise de cenários - Macro e microeconomia: tendências e possíveis impactos sobre o empreendimento; o Análise de Swot - Instrumento que permite a empresa reconhecer seu potencial diante das ameaças e oportunidades do ambiente externo, considerando as suas forças e fraquezas no ambiente interno, a partir das quais surge a necessidade de munir-se de forças para: eliminar as fraquezas, a fim de aumentar a sua capacidade de superação; reduzir ameaças; e aumentar a capitalização do empreendimento utilizando-se do aproveitamento das oportunidades; o Definição de foco - Que, constitui na definição de objetivos, princípios e valores, os quais permitem à empresa a manutenção de uma energia de competitividade para os resultados almejados que justifiquem o empreendimento, bem como a conservação da disciplina necessária respalda nos valores e princípios. o As estratégias - Respaldadas em objetivos que permitam a realização da Missão, é resultado do conhecimento afirmado do cenário, natureza dos concorrentes e suas práticas, hábitos e preferências de consumo do mercado, e outros feitos importantes que permitirão a obtenção de êxito. Neste contexto, as estratégias podem ser determinadas com foco mercadológico ou de marketing, mas também de logística e suprimento do mercado, o que envolve compras, armazenamento, distribuição e entrega, as quais devem ser eficientes para atendimento à demanda que se estabelecerá. Implica, portanto, na definição de recursos que manterão a operacionalidade da empresa: parceiros, pessoal, tecnologia e processos. Considerando-se todos estes fatores, a estratégia não depende da arte, mas da técnica. Fonte: CLASON, George. O homem mais rico da Babilônia; Ediouro-SP.




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